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FONTE: http://www.peteducation.com/ 


Bicho do coração ou larva do coração, Dirofilaria, encontra-se em cães, gatos e furões. Também se encontram em alguns animais selvagens como por exemplo Leões Marinhos californianos, raposas e lobos. Muito raramente em humanos.

Infecção: 
Lagartas do coração adultas vivem no coração do animal libertando pequenas larvas chamadas microfilaria, que vivem na corrente sanguínea. Estas microfilarias acabam por ir parar ao mosquito quando este pica o animal e bebe sangue do animal infectado. Actualmente, sabe-se que existe mais de 60 especias de mosquito que transmitem  esta doença.

Em duas a três semanas, o estado larvar da microfilaria completa-se e desenvolve-se numa grande larva no mosquito e acaba por migrar para a boca do mosquito. Quando o mosquito pica um animal, a larva entra na pele e cresce e cerca de 3 meses depois acaba o seu ciclo migratório e aloja-se no coração, onde crescem até ficarem adultos, podendo atingir grandes comprimentos. 
Entre o período em que o animal é mordido pelo mosquito infectado e a lagarta do coração atinge o estado adulto e liberta pequenas larvas dura perto de 6 a 7 meses em cães e perto de 8 meses nos gatos.

Cães infectados gravemente podem ter centenas de larvas e lagartas nos seus corações e veias. Larvas adultas podem viver até 7 anos nos cães e entre os 30 a 80% dos cães infecatdos têm microfilaria e estas vivem até 2 anos. No entanto a microfilaria não consegue desenvolver-se até ao estado adulto sem que passe para o mosquito.


Diagnóstico e sintomas: 

Nos cães, as larvas adultas podem obstruir várias veias sanguíneas entre o coração e os pulmões. Também podem entrar em vasos sanguíneos mais pequenos dos pulmões e obstruí-los.
Em estados críticos da doença, também designados "caval syndrome", as larvas adultas começam a encher o ventrículo direito do coração.

Muitos cães com esta infecção não mostram sinais da doença. ALguns revelam falta de apetite, perda de peso e mostram se apáticos. Frequentemente o primeiro sintoma da doença é tosse. Animais com esta doença em estado avançado mostram falta de resistência durante os exercícios e alguns acumulam líquidos no abdómen. Em situações mais raras, o animal pode morrer subitamente de paragem cardíaca.

Testes:
Existem vários testes sanguíneos usados para detectar esta doença. Testes ao sangue são usados para identificar esta doença no entanto os resultados nem sempre são muito precisos e é necessário fazer uma correcta identificação e relação entre os resultados com os sintomas apresentados pelo animal.
Raios-X e ecografias são muitas vezes feitos para ver as mudanças cardíacas e pulmonares típicas da doença e consequentemente avaliar o estado evolutivo da doença.
As alterações podem variar entre inchaço da artéria sanguínea e do ventrículo direito. Certas células podem aumentar de intensidade na corrente sanguínea e nas secreções.

 

Prevenção: 
A medicação usada para esta doença é designada medicação preventiva e nunca é demais relembrar que não mata as larvas adultas da dirofilaria.
Alguns medicamentos podem causar problemas graves ao animal se for dado aos animais com larvas adultas ou microfilarias.
É por isso que em primeira instância é preciso fazer testes de diagnóstico antes do animal tomar qualquer tipo de medicação.

A medicação preventiva deverá ser tomado um ano inteiro e em áreas em que os mosquitos aparecem frequentemente. Existem vários produtos disponíveis no mercado e um deles é Heartguard, da Merial.

Tratamento: 
Melarsomine (adulticide) é a medicação correntemente usada para o tratamento desta infecção. É dada através de injecção profunda nos músculos no dorso do animal.
O protocolo de tratamento depende da gravidade da doença no entanto em casos menos graves o cão pode ser tratado durante 4 meses para evitar a migração da larva e para dimunuir o número de fêmeas larvais.
Depois é dado uma injecção de 'adulticide' para matar as larvas adultas Cinco semanas mais tarde, o tratamento é novamente feito com mais duas injecções. Quatro meses depois o animal deverá fazer novos testes e se o resultado for positivo, pode ser necessário uma nova 'ronda' de injecções. Recomenda-se que o animal mantenha-se um mês a fazer o tratamento preventivo durante  todo o processo de tratamento. 

Apesar de tudo, mesmo durante o tratamento, quando a larva adulta morre esta pode obstruir o vaso sanguíneo dos pulmões originando uma embolia pulmonar. Se apenas uma parte do pulmão estiver afcetado, o animal pode mostrar sinais clínicos. No entanto, se uma grande porção do pulmão estiver bloqueada, sinais mais graves surgem.
Isto incluí febre, tosse, tosse com sangue e mesmo paragem cardíaca. Por causa do risco de embolia, todos os animais que estiverem a fazer o tratamento com adulticide devm permancer em repouso até 4 meses depois do fim do tratamento.

Em casos clínicos avançados e graves, as larvas adultas podem ser removidas do coração surgicamente.

 

Não existe vacina.

Atenção:
Estas são apenas dicas e explicações gerais da doença. O tratamento do animal deverá ser feito com o devido acompanhamento do veterinário e com base nos resultados clínicos.